5 de ago de 2011

Metanoia

Mais legal do que se identificar com pessoas inspiradoras é notar a semelhança entre vocês, independente do grau de expectativa, admiração e, porque não, fanatismo que você nutra por elas.

Lendo o 3º livro do 1berto Gessinger, deparei-me com a seguinte expressão: “Na adolescência, eu era muito mais velho do que sou hoje”. Daí os olhos se cerraram, as mãos se abriram e a música ressoando nos fones de ouvido fez todo o sentido.

(Eu sempre saquei esta frase do meu curtíssimo repertório, nas rodas de amigos ou na 3ª taça de Martini, ainda que o receptor da mensagem fosse o Epaminondas, meu cachorro)

Depois ele ‘conclui’ a ideia, para mim, quando diz que amadurecer é um pouco isso, ”deixar de ser esperto”.
Refutou-se a semelhança, com uma pitada de alívio imediato, ao concluir que o caminho da mudança é mesmo permanente. E que, graças a Deus, os meus dias de ócio criativo na adolescência me serviram para fazer a minha esperteza se esvair mais demoradamente.

O que é vivo muda | se muda muito morre | suba com cuidado os degraus da evolução”

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