1 de dez de 2014

You Brought Me Up

Eu te entendo, meu amigo!
Até em seu último suspiro.
Mesmo sem concordar contigo,
E, perdoe, mesmo te culpando,

Pela urgência em selar seu destino,
Agora enxergo e vou seguindo.


Eu li suas palavras e me confunde,
não sei precisar quanto há de loucura, quanto há de pressa,
quanto há de tolices, quanto há de razão.
Talvez seja negação.


Eu tento exacerbar minha gratidão e retomar as poucas conversas divertidas que tivemos.
Sabe, amigo, eu não te via há muito tempo.
Sei que você não estava lá, confesso que me perdi de você.
E você não se perdeu, agora eu compreendo: você fugiu. 

E no entanto se preocupou com toda a cruz que carregava.
Sua divisão te rompeu.


Mas, amigo, fica tranquilo, agora. Já há muito para cuidar.
Você terá uma tarefa difícil pela frente; talvez mais do que esta.
Mas talvez a experiência te dê mais coragem, mais vitalidade.

E se a gente se encontrar por aí, espero poder, nem que seja como foi,
brevemente,
te dar uma palavra, um gesto, um olhar, que seja, de aprovação.


E quanto a nós, a gente se cuida. Contaremos as suas histórias e suas construções, incontáveis.
Você é um mestre, sempre será. 

Seus sobrinhos saberão quem você foi, ainda que você não tenha podido garantir isso entre seus netos. 
Mas, amigo, deixa comigo. Deixa com a vida. Ela cuida de tudo.
Eu sei, eu sei que você sabe disso.
Eu te entendo, amigo.