25 de mar de 2013

Video of the Month

Retomando uma iniciativa das antigas aqui no Porão e já desvirtuando-a, é claro, posto aqui, com toda a pompa que as notas metálicas industriais do Rammstein exigem, seus clipes novos. Era costume postar o vídeo da semana, mas estes que seguem merecem quatro semanas de silêncio.
                                                                                                                  *Com informações do Rock Noize

A música Mein Herz Brennt rendeu três versões diferentes de vídeos, duas versões de arranjo em um DVD novo, o Videos 1995-2012. Esta música, porém, não é nova; trata-se da faixa 1 do terceiro álbum do Rammstein: Mutter, de 2001. De lá, foram hits também Feuer Frei, Ich Will e Sonne (uma das minhas favoritas!).
Pohan, a notícia devia ser essa: os caras tão lançando um DVD com todos os clipes desde 1995! Mas não...    


A notícia é que o Rammstein está, cada dia mais, transformando seus clipes em enredos de Lars Von Trier. 

É tão notório que suas idéias ácidas, concupiscentes e deliciosamente amorais conseguem tomar forma visível, que para divulgar os clipes, a banda lançou um hot-site, o www.mein-herz-brennt.com

De cara, você se verá assistindo à versão "explícita" do clipe da música. Mas se você for um sujeito saudável, comece pela versão alternativa - essa, cujo player tá disponível aqui na postagem. E pare por aí. 

Clicando aqui você confere o clipe de Mein Herz Brennt em sua versão mais calma, no piano, e todo o tracklist do DVD que também terá versão em Blu-Ray, diversos making offs e contará com um livro de 56 páginas.

 **Essa postagem é, também, um agradecimento à indicação da Nyelschi e um retorno oficial à escrita portuguesa sem a porcaria do acordo que permanece adormecido até 2016.

14 de mar de 2013

Flame Heritage

Illustration: Odessa Sawyer
Dali corríamos, em torno das árvores que restavam
O ar, ainda úmido naquele canto, atingia-nos com efeito letárgico
Não nos importávamos
Tudo permanecia igual

Pelas paredes, ouvíamos o trottoir dos desamparados
Uma vibração reverberaba em redor
Naquela música dançávamos
Intocados pela pressão
Sim, nos era como música
Habitar, consciente, os últimos momentos

Minutos finais da existência do tempo
Era alento,

Inventar uma panaceia para sentir o vento

Abrimos as tampas
Logo cedemos ao desejo de ver
So far away
O brilho das chamas

Longe do madrigal que nos enevoava
Os gritos e gemidos irrompiam do oceano
Vertendo as películas que nos amalgamava
E a brisa que suave nos polinizava
De lufadas virulentas nos fez desengano