2 de fev de 2015

My favorite headache

The Myth Of Perfect Reason
We've Forgotten At Birth
It's A Kind Of Clandestine Conspiracy
A Seraphin Joke Of Eternity



Apesar de ser um álbum de 2000 e apesar de ser uma produção do meu maior ídolo compositor e instrumentista do rock progressivo, confesso: eu não conhecia. 

O que me fascina em cada um dos integrantes do Rush, em especial no G.L., é como a banda soma mas não anula suas individualidades. Como disse o Marcelo Nova em um momento apaixonado "eu que sempre vivi encerrado em mim nunca imaginei que mudasse assim, e nada se perdeu".

Ouvindo o "My favorite headache", não senti que Lee tivesse nele uma pretensa liberdade de realizar experiências que o Rush não pudesse proporcionar ou conter. Mas, como disse o produtor do álbum e amigo de Lee, Ben Mink, "ele realmente inventou sua própria técnica"; um método que o obriga a transcender os meios disponíveis de desenvolvimento da própria técnica. É algo crescente e incontrolável.

The caravan thunders onward
To the distant dream of the city
The caravan carries me onward
On my way at last
On my way at last
I can't stop thinking big
I can't stop thinking big

O mesmo acontece com as composições. Lembro-me de ter tido meu primeiro contato com uma letra impactante do Rush e de como ela me deu a sensação de estar em sintonia com uma sabedoria que, a partir daquele momento, não era mais de fora, mas algo inerente. Talvez Lee escreva sobre essa ubiquidade com tanta segurança por se sentir assim em relação ao grupo, mesmo quando está trabalhando em seu álbum solo; e Peart, mesmo escrevendo sobre seu acidente e sobre como as viagens de moto lhe renovaram o sentido de viver; e Lifeson, em alguns de seus inúmeros projetos paralelos.

"Quando você ouve letras como essa, que são tão sérias e sinceras, falando da honestidade na arte, fazendo perguntas intelectuais mais difíceis e com uma incrível música ao fundo, eles ofereceram algo que faltava no rock." (Jack Black, em Beyond the Lighted Stage).     


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