30 de set de 2012

A ver do hades


Cada tentativa, cada procura, lhe é como a expansão de átomos.
A ausência, a anti-matéria, é sempre à maior potência,
e seu núcleo só se polariza pra decadência:
quando explode não sente coração, mas arritmia;
não sente pernas, mas atrofia;
só percebe o corpo quando aos membros dilacera, ávidos.


Aos olhos enleva quando chamas,
as chamas que brilham no teu céu;
uma abóbada celeste embriagada...

Extasiada, eu busco essa frequência a réu.

E ainda que eu ande pelo vale das gotas da sorte,
Não nutrirei esperança alguma,
porque plúmbea sombra me acompanha.
Tal sanha da sombras ressuma,
mas nua, que ando, não me podem impregnar:
a minha iniquidade transborda.


De certo que sangrarei à cada chaga que abres.
A ver do hades vislumbrei!
Eis que habitarei languidamente, todos os dias
até a condensação de meu amor. Ameyn. 





10 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Quase todos os erros são justificáveis. Destes, na maioria, há comunicação bem sucedida. Pelo menos אני מאמין

    Quais erros? Aliás, quais segredos perdi?

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  3. da parte que pude alcançar emocionada "quando explode não sente coração, mas arritmia; não sente pernas, mas atrofia; só percebe o corpo quando aos membros dilacera, ávidos.", pra quem gosta tanto de palavras ainda me falta muito preciosismo, muito mesmo! ;)

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  4. Podia jurar que tinha escrito algo sobre a somatização... deve ser mais um sintoma.

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Só a chama das estrelas podem atravessar o infinito, mesmo após sua morte, e são chamas metafóricas, pois estrelas são puras explosões de átomos que se fundem.
    E quando para elas enlevamos nossos olhos, entramos sem querer na mesma frequência, e apesar da aparência desbotada, as chamas chamam. Penso, se quando eu e elas nos afinamos, podes tu ouvir este chamado?

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Éam?!?