20 de jun de 2014

She run among the train

Um barbante preso em laço, parafusos n'areia, teu corpo inteiro no meu abraço.
Cortante como a morte, inconcluso como o amor, incerto como a sorte.
Amalgamada, estavas naquele frame quase imperceptível entre a paisagem e a correnteza;
Na beleza da obstinada procura pela definição aporismada.



3 comentários:

  1. Tabita os textos são feitos de chaves, as suas são especialmente intrigantes, sempre :)

    linda música, pude sentir o ar fresco com cheiro de relva por aqui!

    saudades, beijo!

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  2. Numa das minhas andanças pelo Père-Lachaise, fotografei um corvo, que me disse que não entendia, ou desentendia, alguma coisa do seu passado.
    Lá também encontrei uma pessoa que considero um amigo, apesar de nunca mais termos nos falado. Ele se chama Moïse, o nome francês para Moisés. É um negro de estatura mediana para baixa, de um sorriso que com certeza vai lhe dizer quem ele é. Se algum dia aparecer por lá, diga que me conhece; é possível que ainda se lembre de mim. Ele sempre aparece quando se está distraído, observando o pôr do sol no inverno, ou procurando alguma sepultura quando o cemitério está para fechar.
    Ah, uma coisa que ele não me disse é que raramente se encontra alguém que nos entenda de verdade.

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  3. Outra coisa que ele não me disse é que gosta muito de ler seus textos, e espera que volte logo a escrever com maior regularidade. :-)

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Éam?!?