29 de dez de 2012

Bovarismo pós fílmico

Desperta-me, lua tríplice, e acordarei saudando com o sangue do lábio inferior

Os meus versos são gratuitos, são paupérrimos
São como eu, pedintes e dispersos
De qualquer gratidão
São cheios de ingênua afeição
E estão fartos da procura obstinada, procrastinada, mecanizada 

Ah! Escuridão!
Que já amiga se faz
E com o tato não te procuro mais
Porque te vejo no profundo dos olhos

"Chuva de Containers, Entertainers Noir"

Só me dôo por amor próprio,
Para alimentar uma volúpia e um ego inflamados
De desejos mimados
Eu me entrego para usurpar alheios modos

Pois eu quero o gosto do amargo
Eu quero o sabor da sabedoria gasosa
Eu quero os elementos brutos da vaidade
E da personalidade
Que não se corrompeu com o véu sutil das horas


4 comentários:

  1. Hum.. eu estou interessada no que a pessoa usou. :p

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  2. acho que estamos ficando solitários demais, não sei se é a vida líquida, a vida digital ou a vida real a culpada.... tenho a impressão de que a culpa é das paredes, portas trancadas, grades, das salas vazias, do medo de sair pra encontrar ou de abrir as portas pra receber estranhos... somos todos estranhos afinal...

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  3. Acho que somos estranhos dentro e fora dos muros. Sempre seremos; é inerente. E de certa forma, todas essas culpas têm lá seu lado bom; tentar se equilibrar entre eles é que são elas.
    Você precisa assistir "Nome Próprio". É um recorte de nossos tempos. Com todos os sentimentos antagônicos que é possível se ter duma mesma situação!

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Éam?!?